Cultura Digital - Um clique e nada será como antes

De Pontão Nós Digitais
Revisão de 16h54min de 12 de maio de 2014 por Banto Palmarino (discussão | contribs)
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  • Cultura Digital - Um clique e nada será como antes
  • Codec: o comum como diverso
  • Protocolo: quando diferentes se falam


Apresentação

A grande oferta de possibilidade de comunicação e entretenimento oferecidos por novos dispositivos ligados constantes a internet é um fato dado e muito tem transformado outros canais de comunicação e espaço tradicionais de diversão. Ao mesmo tempo que fronteiras são ultrapassadas, sem considerar os limites históricos e ficções sociais, os espaços comuns são ampliados por novos autores e os espaços privados também, mas tão poucos levam de seus lugares e muito menos tem de diversidade no campo das idéias, cada vez mais uniforme e com menos coexistência dos diferentes.

É notável que um grande público fica fora sem entender um série de códigos, linguagem, tecnologias, mesmo sendo algo tão próximo, com a filha e filho ali, no caso de adultos e idosos. Uma série de conhecimentos são perdidos, embora tantos outros sejam aumentados por conta dos novos recursos tecnológicos, mas o conhecimento gerado na família, de saber ancestrais e tradicionais, ficam distantes dessas tecnologias.

Um desafio é a convergência desses tempos, mediar o conflito de velocidade e formatos diferentes de comunicação, algo tão usado na informática que é o Codec, codificador e decodificar, regras básicas que venha ser tornar um protocolo, que dois diferentes possam comunicar-se.

Nisso é importante caminhar em novos lugares ou caminhar diferente pelo menos caminho, como um estrangeiro.

"No mundo globalizado onde as distâncias sao menores por conta da tecnologia, onde as cidades e as pessoas se virtualizam em números, a experiencia limítrofe do estrangeiro se transformou em um turismo banal. Viajar sempre foi uma forma de adquirir conhecimento e o viajante sempre foi uma metáfora daquele que busca aprender com a diferença. Nao é a toa que muitas narrativas que nos chegaram do mundo antigo eram peregrinações pelo mundo realizadas por quem privilegiava essa sensação de alteridade ao conformismo da vida comum. As viagens eram formas de miscigenação cultural, que resultavam em uma nova percepção do mundo que passava a contar com as características dos lugares explorados. Viajar reconfigurava o mapa do mundo e a nossa percepção da vida, a experiência como forma de adquirir conhecimento. A percepção do outro e de suas diferenças que era uma das premissas do viajante pode agora ser experimentada a distância, de forma virtual, ou pessoalmente de forma consumista. Mas a camada mais profunda da cidade, que só aparece após profundas escavações é a sua memória, as histórias de cada lugar, a vivência de seus bairros e moradores, que fica gravada, registrada de forma abstrata nas paisagens sonoras que ouvimos em nossa vida. Hoje mais do que nunca as cidades sao preparadas para receber visitantes, urbanizadas para dar prosseguimento ao seu crescimento, independente da destruição de sua memória. O proprio surgimento da memória da cidade ja está de certa forma implicado em seu desaparecimento pois a noção de patrimônio surge quando há a percepção da necessidade de preservação dos aspectos materiais- imateriais da cidade que se modifica. Através do campo sonoro irradiado, resultado das dezesseis gravações de cidades diferentes do mundo, a partir da experiência de 16 pessoas diferentes, artistas e nao artistas, envolvidos no projeto, a instalação cria uma cidade imaginária, composta pela vivência de pessoas diferentes e que só existe no momento em que é exposta, exatamente para ser fruída de forma imaterial, colocando em cheque a tecnologia que desfigura os aspectos afetivos e particulares ao criar um espaço sonoro de memórias, portanto sensível e subjetivo. A substituição da imagem pelo som, destitui o registro de cada cidade como nos lembramos, e torna a descrição de cada parte impossível de forma objetiva. Apenas na nossa imaginação pode existir essa cidade sonora, e sua imaterialidade ao invés de transformar a alteridade em um evento consumista nos leva a desejar conhecer um lugar impossível, perceber o outro (quem seria), em seus detalhes é imaginá-lo, e se ver em seu lugar. Quais as memórias sonoras que nós temos e qual seria o lugar que ressoa em nosso espírito como sendo uma chave para a nossa imaginaçao? ouvir o outro é uma forma de aprendermos sobre nós mesmos e revalorizar a nossa experiência. Se a cidade hoje é um organismo funcional, cumpre criarmos cidades dentro das cidades que nos remetam aos nossos afetos, e nos reensinem a importância de ouvir o mundo." Trecho da apresentação da exposição "Cidade Sonora" de Floriano Romano


Mapas - mapear os lugares, criar vídeos, fotos, áudio, diagrama um material

Conteúdo Programático

Oficina de Edição de vídeo

  • Gravando com o celular;
  • formatos e resolução;
  • edição básica com Kdenlive;
  • publicando no Youtube e no TVNos.

Fotografia

  • Dicas de fotografia;
  • Foto panorâmica;
  • formatos e resolução;
  • tratamento de imagem com GIMP;
  • publicando no Flickr e no Openphoto.

Áudio

  • Dicas para Captação;
  • Tratamento;
  • publicação no SoundCloud e no Blog;
  • Edição com audacity.

Diagramação

  • elaboração de temas e textos;
  • Projeto gráfico;
  • dicas de impressão;
  • diagramação com Scribus.

Gerenciamento de Conteúdo

  • conhecendo o WordPress;
  • recursos de mapas;
  • publicando foto;
  • publicando vídeo;
  • publicando pdf;
  • publicando áudio;
  • categorias, tags, imagem em destaque;
  • plugins e temas.


A cada módulo de oficina teremos um passeio aos arredores do Local da atividade para captar novos materiais, além de refletir sobre o espaço o público, privado e estatal.

A cada oficina terá atividades práticas e teorias.

Um item forte é a documentação do processo, para isso iremos utilizar documentação na forma de vídeo, escrita-digitalização, mapa-mental, e wiki.

todo material será publicado num site WordPress

No site terá referencias aos conteúdos gerados, produtos e processos.