Edital

De Pontão Nós Digitais

Edital de Ocupações dos LabCEUs

Primeira fase

Convocatória

Será realizado – através de Chamada Pública aberta pelo INCITI/UFPE – o convite para artistas, makers (fazedores), midialivristas, arquitetos, biólogos, cientistas sociais, engenheiros, urbanistas e demais interessados em laboratórios cidadãos de investigação e difusão de projetos culturais de diferentes formas de aprendizagens colaborativas em rede, para Ocupação da infraestrutura dos LabCEUs conforme descrita:

  • 10 ocupações de no máximo 2 meses - R$8 mil para cada ocupação (2x bolsas de 4k);
  • 5 ocupações de no máximo 4 meses - R$16 mil para cada ocupação (4x bolsas de 4k);
  • 2 Mediadores/orientadores - R$12.800,00 para cada mediador (4x bolsas de 3,2k);
  • 2 Formadores/makers - R$12.800,00 para cada maker (4x bolsas de 3,2k).

Áreas de trabalho

Os interessados em executarem as ocupações deverão apresentar proposta de investigação que dialogue com as áreas de trabalho descritas abaixo e presentes na convocatória:

  • Experimentação em audiovisual e mídia livre;
  • Fabricação de artefatos digitais;
  • Softwares e Hardwares criativos e dispositivos embarcados;
  • Metareciclagem;
  • Internet das Coisas e cultura de dados;
  • Ciência cidadã e inovações educativas;
  • Cozinha e alimentação contemporânea;
  • Cultura Digital e Espiritualidade;
  • Economia Criativa.

A proposta deverá transformar e enriquecer as atividades do laboratório com a comunidade ao redor do CEU, através de colaborações, mediação, contato com usuários e público. A proposta também deverá desassociar-se do espaço do laboratório por meio de informações, documentação, mostra e derivados. Serão exigidas nas Ocupações experiências em trabalhos em equipe e dinâmicas colaborativas; o fortalecimento das linhas de trabalho descritas na Chamada Pública e projetos que dialoguem com a comunidade no entorno do laboratório; o uso e desenvolvimento de ferramentas digitais de comunicação, documentação e trabalhos em rede; a experiência em projetos de conhecimento aberto, inovação social e participação cidadã.

Justificativa

Os CEUs, com seus Laboratórios Multimídia, já possuem equipamentos e ambientes para o exercício de experimentação criativa em tecnologia e artes. A ação Laboratórios de Cidades Sensitivas - LabCEUs, foca-se, portanto, nas ocupações artísticas como forma de organizar e gerir estes espaços, junto à comunidade e a região. Para isso, as ações metodológicas estão fundamentadas na intensa troca entre os CEUs através de uma equipe que tem como objetivo ampliar a produção de ideias e ações práticas. Encontros presenciais servem como base para a construção de laboratórios ricos em experimentações tecnológicas para transformações urbanas e sociais a partir dos CEUs.

Equipe LabCEUs

Os bolsistas selecionados para executarem as ocupações dos LabCEUs contarão com apoio das equipes de Mediação e de Formação. Essas equipes serão responsáveis pelo acompanhamento das ocupações e orientação dos projetos em rede com outras ocupações e com a sociedade do entorno dos CEUs. As Equipes de Mediação e Formação perpassam os diferentes saberes que envolvem as experimentações em tecnologias digitais e artes, como ações de mídia livre e suas experiências de produção de conteúdos para Internet e rádio, além de produção multimídia e curadoria de projetos que envolvem ações de experimentação em interatividade na Internet por meio de dispositivos conectados nas comunidades, colocando estas práticas como conteúdo programático para as formações continuadas nos LabCEUs.

Dinâmicas

Durante as Ocupações, todos os Bolsistas serão convidados para interagirem o desenvolvimento de seus projetos diretamente com a comunidade local. Desta forma, os Bolsistas Gestores Locais dos CEUs serão instruídos a dialogar com a comunidade sobre as ações a serem desenvolvidas e articular convidados locais e regionais para tomarem parte nas Ocupações e Formações. Os Bolsistas de Ocupação serão instruídos a dialogarem seus projetos com a comunidade do entorno dos LabCEUs, na tentativa de relacionar seus projetos com as necessidades locais. Os Bolsistas de Mediação serão instruídos a convidarem artistas, coletivos, cientistas e demais pessoas interessantes aos processos em desenvolvimento que busquem também articulação, em seu trabalho, com comunidades tradicionais e culturais da região. E os Bolsistas de Formação deverão constantemente abarcar o público do entorno em suas atividades durante as Ocupações.

Documentação

O processo deverá ser todo documentado pelo proponente, mediadores e bolsistas gestores do CEU. O projeto terá divulgação via redes sociais e assessoria de imprensa. Também conta com o desenvolvimento de uma plataforma web para cartografia georeferenciada dos LabCEUs, bem como um agregador de conteúdos dos sites, hashtags e blogs de cada uma das unidades. Além, a plataforma será responsável pela comunicação institucional do projeto.




Chamadas p/ usar como referência

http://medialab-prado.es/mmedia/13/13611/13611.pdf http://www.funarte.gov.br/wp-content/uploads/2013/08/EDITAL-FUNARTE-DE-OCUPA%C3%87%C3%83O-DOS-CEUS-DAS-ARTES.pdf

http://transformaking.org/ World Summit for Critical and Transformative Making | Indonesia 2015 The “Maker” culture after… 1.7 million years after the first hand axes 2600 years after the definition of democracy 170 years after the industrial revolution 70 years after the electronic revolution 20 years after the global communication revolution… … has solutions to provide basic resources , communication, education, and ecologically viable solutions for living.Yet our socio-political systems have not succeeded in applying these solutions on a global scale to efficiently share and maintain our limited resources. On the other hand, we have started to waste the world’s resources, most of us still ignoring the indicators turning red. We now enter a dangerous conjunction of interconnected crisis that affects democracy, civil rights, freedom of expression, energy, natural and mineral resources of the commons and as some suggest, climate change . If the many solutions for change-making cannot be applied on a macro collective scale through traditional political organizations, they can be applied on a citizen scale, at local household or rural level. Hackers, Makers, bricoleurs from DIY ( do-it-yourself) and DIWO (do-it-with-others) movements and the realm of social and environmental activism are beginning to act. Everywhere in the world, small but clever actions, solutions and sustainable implementations fueled by local transformations are beginning to work. Our ideal aim is to spread the collective culture of ‘Transformaking’ and open knowledge to the world, by imbibing Critical Making and Critical Engineering into traditional socio-political and industrial networks and to share this knowledge in a an accessible and multilingual format so people across the globe can start local transformations.